O fantasma da gripe: porque tomar a vacina e como prevenir

A gripe é uma doença contagiosa que, habitualmente, cura espontaneamente. Mas, podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas com doenças crónicas ou com 65 ou mais anos de idade. A vacinação é a melhor prevenção, sobretudo para as complicações graves. A Direção-Geral da Saúde recomenda a vacina, preferencialmente até final do ano, embora possa ser administrada durante todo o Inverno.

A vacinação vai ter início a partir do dia 15 de outubro de 2018 (ou 3ª semana de Outubro) de modo a garantir uma melhor e maior proteção durante o período da epidemia de gripe que, em Portugal, habitualmente, tem início na segunda quinzena de Dezembro.

No Serviço Nacional de Saúde a vacina será gratuita para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, para pessoas residentes ou internadas em instituições, para pessoas com algumas patologias definidas (*1) e para os bombeiros, sem necessidade de receita médica ou de pagamento de taxa moderadora. Para esta época gripal, o Serviço Nacional de Saúde terá cerca de 1,4 milhões de doses de vacinas. Haverá também vacinas dispensadas nas farmácias com prescrição médica e com comparticipação de 37%. A receita médica emitida a partir de 1 de Julho tem validade até 31 de Dezembro de 2018.

A Vacina:

Vacine-se: a maior arma contra a gripe continua a ser a vacina. Demora cerca de 15 dias a fazer efeito e tem a duração de um ano porque todos os anos, as estirpes abrangidas pela vacina são diferentes. Os centros de vigilância da gripe a nível mundial estudam quais serão aquelas que vão estar em circulação no Inverno seguinte e incluem-nas na vacina.

– Quem deve tomar? Muita gente a pode tomar, mesmo sem indicação especial, porque é uma forma de prevenção de excelência. No entanto, destacam-se grávidas, pessoas em contacto com grávidas ou com recém-nascidos, idosos com mais de 65 anos, doentes crónicos (diabéticos, asmáticos, etc.) e profissionais de saúde, que são os grupos para os quais a vacina está fortemente recomendada.

A vacina exclui o risco? Não. Pode-se contrair gripe por vírus de estirpes menos comuns, não previstas na vacina do ano. Doenças provocadas por outros vírus que não o da gripe também podem manifestar-se por sintomas semelhantes aos da gripe. A vacina não oferece uma garantia absoluta. É possível que a composição seja inadequada, se surgir uma estirpe diferente do previsto. A vacinação pode fornecer uma boa proteção num ano, mas ser menos eficaz no ano seguinte. Para a vacina ser eficaz, o sistema imunitário tem de responder corretamente e o organismo deve produzir anticorpos suficientes, o que pode ser difícil no caso dos idosos. Embora a vacinação seja claramente recomendada para aquele grupo, a vacina pode ser menos eficaz, sobretudo se o seu estado de saúde já está debilitado. Mais do que prevenir a gripe, a vacina para os grupos de risco pretende evitar complicações maiores.

 

Outras formas de prevenção:  

– Mantenha o conforto térmico e fuja das variações de temperatura: é mesmo essencial andar bem agasalhado, não é um mito social. É importante andar vestido consoante a temperatura dos ambientes em que se está – e andar vestido por camadas, para as poder colocar ou retirar. Não é bom sair de ambientes quentes como o escritório, o carro, o ginásio, etc., para a rua, mal agasalhado. Não esquecer as extremidades do corpo por onde escapa boa parte do calor, nomeadamente a cabeça.

– Use lenços descartáveis, cubra a boca e mantenha a distância social: não use lenços de pano porque contribuem para a disseminação da doença e tente o mais possível cobrir a boca, com o lenço ou com o antebraço, quando tossir ou espirrar. Não deve usar a mão por regra, mas se tiver de a usar lave-a assim que puder, e não a leve à boca, olhos, etc. Não respire para cima de ninguém, mantendo a distância social sempre que possível.

– Evite lugares fechados com muita gente: lugares com muita gente, como centros comerciais ou transportes em hora de ponta são desaconselháveis, uma vez que propiciam muito o aumento da disseminação do vírus.

– Ligue para a Linha Saúde 24: quando apresenta sintomas mais severos, não corra logo para as urgências por serem locais com muita gente infectada. Ligue primeiro e perceba se tem indicação para ir ou se pode ir a um centro de saúde, posto médico, etc.

– Coma alimentos ricos em Vitamina C ou ingira vitamina artificial: o ideal é fazer uma alimentação equilibrada sempre, mas nestas alturas, algumas frutas e vegetais ajudam a combater a doença e a possibilidade de a contrair.

– Hidrate-se: beba muitos líquidos: águas, chás, sumos, sopas, etc. Manter a hidratação corporal é importante para liquidificar as secreções e proteger as mucosas (nariz e garganta).

– Lave as mãos: aumente o número de vezes que lava as mãos por dia, nunca esquecendo antes das refeições, quando vai ao WC, etc.

– Mexa-se: o exercício físico é importante para todos e fundamental para estimular o sistema imunitário, evitando gripes e constipações. Mesmo que não faça nada radical, caminhar 30 minutos por dia em passo acelerado, já ajuda.

(*1) – Residentes em instituições, incluindo estruturas residenciais para pessoas idosas, lares de apoio, lares residenciais e centros de acolhimento temporário; Doentes integrados na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados; Pessoas apoiadas no domicílio pelos Serviços de Apoio Domiciliário com acordo de cooperação com a Segurança Social ou Misericórdias Portuguesas; Doentes apoiados no domicílio pelas equipas de enfermagem das unidades funcionais prestadoras de cuidados de saúde ou com apoio domiciliário dos hospitais; Doentes internados em unidades de saúde de agrupamentos de centros de saúde (ACES) ou em hospitais do SNS que apresentem patologias crónicas e condições para as quais se recomenda a vacina. Pessoas, de todas as idades, com Diabetes Mellitus; Terapêutica de substituição renal crónica (diálise); Trissomia 21; A aguardar transplante de células precursoras hematopoiéticas ou de órgãos sólidos; Submetidas a transplante de células precursoras hematopoiéticas ou de órgãos sólidos; Sob quimioterapia; Fibrose quística; Défice de alfa-1 antitripsina sob terapêutica de substituição; Patologia do interstício pulmonar sob terapêutica imunossupressora; Doença crónica com comprometimento da função respiratória, da eliminação de secreções ou com risco aumentado de aspiração de secreções; Profissionais de saúde do SNS com recomendação para serem vacinados; Bombeiros, com recomendação para serem vacinados.)

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