A saúde da mulher e a importância dos rastreios

saúde da mulher

A saúde da mulher exige atenção especial, sendo que parte das doenças mais graves que afetam esta faixa da população são passíveis de serem prevenidas através da sensibilização pública e rastreios regulares.

Portugal e os grupos de apoio

Em Portugal, existem mais mulheres do que homens e a sua esperança de vida é igualmente superior. No entanto, a qualidade de vida e bem-estar vivenciados nem sempre são considerados satisfatórios. Devemos recordar que saúde é mais do que ausência de doença. A saúde global da mulher, para além do apoio clínico, implica uma integração de fatores biológicos e psicossociais, estando diretamente ligada a outros apoios em termos laborais e sociais, e que se trata de um grupo ainda vulnerável na comunidade.

Para apoiar a maioria da população existe a Medicina Geral e Familiar, que integra a saúde da mulher. Para uma grande maioria de mulheres, particularmente aquelas que vivem longe dos centros urbanos, os médicos de família são os responsáveis pelos seus cuidados, e não os ginecologistas, o que não é ideal. Segundo a OMS, a abordagem de temas relativos à saúde da mulher representa mais de 25% do tempo de prática de um médico de família e inclui gravidez, menopausa, planeamento familiar, sexualidade e problemas associados aos órgãos reprodutivos, mas também condições que, embora presentes em ambos os sexos, possam ter abordagens diferentes. Os médicos de família têm, neste sentido, um papel essencial na deteção, abordagem e seguimento das diversas condições que afetam as mulheres.

O Grupo de Estudos de Saúde da Mulher, foi reativado em 2016, e tem como objetivo promover a reflexão, discussão e estudo de temas relacionados com a saúde da mulher nos Cuidados de Saúde Primários, tendo por ponto de partida que as diferenças relacionadas com o sexo e género influenciam a saúde das mulheres. Desenvolvem várias iniciativas, desde formações para medicina geral e familiar, palestras, folhetos informativos ou workshops.

Dentro da multiplicidade da saúde feminina, o Jornal Médico de Família, destaca duas grandes questões:

Saúde reprodutiva: Os problemas de saúde sexual e reprodutiva são responsáveis por um terço dos problemas de saúde das mulheres entre as idades de 15 e 44 anos. Relações sexuais não protegidas representam um importante fator de risco. A oferta de serviços de saúde de qualidade na área da contraceção é fundamental para que as mulheres possam viver a sua vida sexual de forma satisfatória, sem contraírem doenças ou estarem sujeitas a gravidezes não desejadas. Portugal é um dos poucos países que fornece gratuitamente uma grande diversidade de métodos contracetivos às mulheres. Deste modo, os médicos apresentam um papel essencial no aconselhamento do método que mais se adequa à mulher, respeitando as preferências individuais de cada uma

Cancro: Dois dos cancros mais comuns que acometem as mulheres são o cancro da mama e o cancro do colo do útero. A deteção precoce destes tipos de cancro tem sido considerada fundamental para manter as mulheres vivas e saudáveis, embora haja uma evolução nos tipos de rastreios a fazer, a que é preciso estar atento.

Outubro Rosa: um exemplo no alerta e prevenção

Durante o mês de outubro, este tema é recorrente por causa do movimento “Outubro Rosa” , que nasceu nos EUA, nos anos 90, com o intuito de inspirar a mudança e mobilizar a sociedade para a luta contra o cancro da mama. Desde então, a cor rosa é usada para homenagear as mulheres com cancro da mama, sensibilizar para a prevenção e diagnóstico precoce e apoiar a investigação nesta área. Em Portugal a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promove anualmente a iniciativa homónima, com o mesmo intuito, e divulga informação e formas de apoio à mulher e família.

 

Relembramos alguns exames médicos específicos para mulheres adultas:

Confirme com o seu médico em que idade deve começar a fazer estes exames e de quanto em quanto tempo é preciso repeti-los.

  • autoexame da mama: todos os meses, uma semana depois da menstruação, faça a palpação da mama e esteja atenta a alterações;
  • mamografia: confirme com o seu médico quando deve fazer a primeira mamografia – depende da sua idade, de ter ou não casos de cancro de mama na família ou outras alterações. O exame pode mesmo ser combinado com uma ecografia mamária;
  • citologia e outros exames ginecológicos de rotina: além do exame pélvico, devem ser feitos, de forma regular, citologias (também conhecido como ‘papanicolau’, é útil para detetar a existência de Vírus do Papiloma Humano (HPV), que podem originar cancro do colo do útero) e colposcopias (para despistar alterações);
  • teste BRCA: mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm maior probabilidade de sofrer de cancro de mama e de cancro do ovário. São testes indicados pelo médico assistente, em caso de alerta, porque possibilitam a identificação de mutações hereditárias, caso existam;

Não é demais lembrar que, para além da saúde ginecológica, sexual e reprodutiva, uma alimentação equilibrada, o controlo do peso, a vigilância face a doenças crónicas (diabetes, hipertensão arterial, etc.)  a prática de exercício físico e a saúde mental são pilares fundamentais sem os quais a saúde global poderá estar comprometida. Faça exames regularmente, solicite apoio e vigie a sua saúde.

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