As obras de conteúdos farmacêuticos

farmacêuticos

Nas obras de conteúdos farmacêuticos e terapêuticos destacam-se o Antidotarium de Nicolaus Salernitanus (fl. 1110-1150) e o De simplici Medicina de Mattheus Platearius, o Jovem (c. 1120-1161), também conhecido por Circa instans, as duas palavras com que se inicia o texto. O primeiro contém umas 140 fórmulas farmacêuticas ordenadas alfabeticamente e um apêndice sobre pesos e medidas. Foi um dos receituários mais utilizados por médicos e farmacêuticos durante a Idade Média. Em 1322 a Faculdade de Medicina de Paris determinou ser obrigatória a sua existência em todas as boticas. O segundo inclui mais de duas centenas e meia de artigos referentes a drogas medicinais igualmente dispostas alfabeticamente, onde trata das suas propriedades, etimologia e história. Ambos foram repetidamente editados em conjunto durante o século XVI.

A função universitária da Escola de Salerno fortaleceu-se desde finais do século XII, quando já se encontravam regulamentados os exames a ser realizados pelos seus alunos e quando se começou a exigir que os médicos fossem licenciados por Salerno. A primeira titulação médica foi regulamentada em 1140 por Rogério II da Sicília, estabelecendo a obrigatoriedade de um exame oficial para o exercício da medicina. Esta disposição foi depois reafirmada em 1240 no édito de Melfi, promulgado por Frederico II.

Fora de Salerno, também se podem encontrar alguns textos médico-farmacêuticos de alguma importância durante este período, como o Macer Floridus atribuído a Otto de Meudon (fl. 1161), um poema que trata das virtudes de 77 plantas.

A escola de Toledo

A reconquista de Toledo em 1085 veio pôr à disposição dos cristãos um apreciável conjunto de manuscritos árabes que aí se tinham acumulado desde a invasão em 711. Por volta de 1135, o arcebispo da cidade criou uma escola de tradutores constituída por cristãos e judeus. O trabalho deste grupo iniciou-se com a tradução do Corão, seguida de obras de Ptolomeu e Aristóteles. Em 1144 juntou-se a esta escola Gerardo de Cremona (c. 1114-1187), o que lhe deu um grande impulso. Gerardo traduziu um total de 90 obras de várias áreas do saber, incluindo 24 de medicina. Entre os autores médicos traduzidos contam-se Galeno, Hipócrates, Al-Israili, Razés, Al-Wafid, Serapião, Abulcassis, Al-Kindi e Avicena. Depois da morte de Gerardo de Cremona o trabalho de tradução foi continuado por vários dos seus colaboradores e discípulos. O período de ouro das traduções do árabe para o latim terminou em meados do século XIII. Durante este mesmo período, mas fora de Toledo e sem passar pelo árabe, é de referir o trabalho de Burgundio de Pisa (1110-1193), que traduziu diretamente do grego ao latim os Aforismos de Hipócrates e vários livros de Galeno, incluindo o Methodus medendi.

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