Doar sangue é um ato essencial de cidadania

A 14 de junho comemora-se o Dia Mundial do Dador de Sangue, uma ocasião ideal para lembrar a importância de doar sangue, um ato que pode ser vital para a manutenção da vida.

O dia nacional, assinalado a 27 de março, e este dia mundial, recordam à população a necessidade de doar sangue como uma prática de cidadania, saúde e solidariedade. O sangue não se fabrica e a necessidade de reservas de sangue é uma realidade. É consensual na comunidade científica e médica que doar sangue não tem consequências negativas para a saúde da parte da população que está habilitada a doá-lo.

Pandemia e doações

O frio e a gripe levam todos os anos a menos doações de sangue nas associações e hospitais, mas a pandemia baixou ainda mais uma boa parte das reservas, numa altura em que o SNS esteve sob pressão e a necessidade de sangue tem sido maior. Em janeiro de 2021 os números apontavam para uma quebra de, pelo menos, 10% nas doações, face ao inverno anterior.

As comemorações do último dia nacional, em março último, não foram feitas de modo presencial, mas, na sequência da quebra verificada, este ano, pela primeira vez, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) criou a figura do ‘Mensageiro da Dádiva’. Tratou-se de uma campanha especial em que foi pedido a diversas figuras públicas que, com o apoio de vários materiais promocionais do IPST, divulgassem uma mensagem para promover a dádiva de sangue junto da comunidade, através dos seus meios oficiais e redes sociais.

 

Uma nova campanha para recuperados: a dádiva de plasma convalescente

A administração de plasma proveniente de doentes recuperados de COVID-19 pode ser a ajuda que alguém necessita para sobreviver. Por isso, o IPST, em colaboração com diversos serviços hospitalares, pede a todos os dadores de sangue do grupo sanguíneo A que tenham recuperado da COVID-19 que – até ao prazo máximo de 60 dias – se inscrevam para a dádiva de plasma convalescente. Este tipo de dádiva é necessário e pode salvar vidas.

Pode inscrever-se clicando neste link: http://www.ipst.pt/index.php/pt/programa-de-colheita-de-plasma-convalescente e pode pedir mais informação através do e-mail: dou.plasmaconvalescente@ipst.min-saude.pt.

 

A realidade nacional  

Em Portugal há cerca de 209 mil dadores de sangue de acordo com os dados mais recentes (2017) recolhidos pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). Destes, apenas 14% são jovens entre os 18 e os 25 anos. Isto é, 29 260 pessoas.

O grupo de dadores até aos 25 anos tem vindo a diminuir ao longo de 12 anos (2004-2016) e a descida tem sido constante. Enquanto no caso dos indivíduos com 55 ou mais anos tem vindo a aumentar. Isto explica-se por razões demográficas, mas não só por isso.

As campanhas de sensibilização demonstram ter um efeito claro, dado que, por exemplo, em Lisboa, onde há mais população jovem, o número de dadores jovens aumenta.  As autoridades da área e associações do setor estimam que o aumento de dadores pode ocorrer se houver um maior envolvimento do ensino, da sociedade em geral e até do Ministério da Saúde.

Nos últimos anos têm-se multiplicado vários tipos de ações regulares, pelo Instituto Português do Sangue ou da Federação Portuguesa dos Dadores Benévolos de Sangue, como as campanhas em universidades ou as carrinhas que passam na zona costeira, durante o verão.

 

Quem pode dar sangue?

Podem dar sangue todas as pessoas entre os 18 e os 65 anos, sendo que para a primeira doação a idade limite é até aos 60 anos. É ainda necessário ser saudável e pesar no mínimo 50 quilos. Há, portanto, uma grande faixa da população que o pode fazer.

Não é impedimento:

  • ter piercings ou tatuagens não impede de dar sangue (basta que seja pelo menos quatro meses após a sua realização).
  • ter um tipo de sangue comum não significa a inutilidade da dádiva (são também os tipos de sangue que são necessários em maior quantidade).

Existem alguns constrangimentos à doação, indiretamente relacionados com a condição de saúde, mas muitos são impedimentos apenas temporários. Cumprido o prazo estipulado de “quarentena” – que pode ir de uma semana a 6 meses de acordo com situações específicas – pode voltar a dar sangue em qualquer altura.

 

Não é preciso marcar

Nos Centros de Sangue e da Transplantação de Lisboa, Porto e Coimbra do Instituto Português do Sangue e das Transplantações (IPS) pode dar sangue de segunda-feira a sábado. No site do IPS pode também consultar as sessões de colheita realizadas a nível nacional, por data, distrito e concelho.

 

Só precisa de 30 minutos

O procedimento de recolha de uma dádiva de sangue demora cerca de 30 minutos e os intervalos mínimos recomendados entre cada doação são de 60 dias para os homens e 90 dias para as mulheres. Pode dar sangue 3 vezes por ano (se for mulher) e 4 vezes por ano (se for homem) – gastando com isso, no máximo, duas horas do seu tempo, no total.

 

Tem direito ao seguro de dador

Um dos direitos consagrados na lei é o direito a um seguro que garante ao dador de sangue o direito a indemnização por danos resultantes da dádiva de sangue ou de acidentes que eventualmente sofra no trajeto de ida e volta do local de colheita, em território nacional.

 

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