Mudanças simples podem prevenir doenças cardiovasculares

As patologias cardiovasculares (DCV) afetam o sistema circulatório, ou seja, o coração e os vasos sanguíneos (artérias, veias e vasos capilares).

Estas doenças são de vários tipos, sendo as mais preocupantes a doença das artérias coronárias e a doença das artérias do cérebro. Quase todas são provocadas por aterosclerose, ou seja, pelo depósito de placas de gordura e cálcio no interior das artérias que dificultam a circulação sanguínea nos órgãos e podem mesmo chegar a impedi-la. Quando a aterosclerose aparece nas artérias coronárias, pode causar sintomas e doenças como a angina de peito, ou provocar um enfarte do miocárdio. Quando se desenvolve nas artérias do cérebro, pode originar sintomas como, por exemplo, alterações de memória, tonturas ou causar um acidente vascular cerebral (AVC).

Atividade física e alimentação como armas de saúde pública

Apesar de ser consensual hoje que de a atividade física está associada a um menor risco de morbilidade, de contrair doenças crónicas, apoiando a saúde e a longevidade, a verdade é que o sedentarismo é ainda um problema atual. É preciso ajustar hábitos, porque ser desportista será uma opção, mas ser ativo é uma necessidade. Como mudar? Algumas modificações no estilo de vida podem ajudar a baixar a tensão arterial e reduzir o risco de doença. Para além da medição da tensão, apoio médico e tratamento com fármacos se necessário, o maior contributo para fugir à doença está em fazer atividade física regular, numa dieta equilibrada e saudável, com muitos hortícolas e frutas, na manutenção de peso saudável, e em reduzir sal e açúcar e evitar o álcool e o tabaco.

Maio, mês do coração

Em maio, o mês do coração e da saúde cardiovascular, lembramos que apesar dos progressos consideráveis na luta contra estas patologias, elas continuam a estar no topo da lista das mais prevalentes na Europa e também em Portugal.

Em termos de alimentação, e particularmente no que diz respeito ao sal e à gordura saturada, a evidência científica é sólida, recomendando limitar o consumo de sal, substituir as gorduras saturadas por gorduras insaturadas e optar por hidratos de carbono complexos ricos em fibra, diz a European Heart Network.

Esta instituição, dedicada ao estudo do coração, salienta as conclusões de peritos de renome mundial, sobre o facto de uma alimentação promotora da saúde cardiovascular dever incentivar o consumo diário de produtos alimentares de origem vegetal, nomeadamente hortícolas e fruta, em vez do consumo excessivo de produtos de origem animal.

Qual o exercício adequado?

O exercício físico apresenta inúmeros benefícios para todos, inclusive para quem tem doença cardiovascular:

  • Reduz a tensão arterial e o colesterol;
  • Melhora a capacidade de absorver e utilizar o oxigénio;
  • Aumenta os níveis de energia e diminui o cansaço;
  • Melhora a qualidade do sono;
  • Pode reduzir os sintomas de insuficiência cardíaca congestiva;
  • Ajuda a pessoa a atingir e/ou manter um peso saudável;
  • Ajuda a controlar o stress.

Para a generalidade dos adultos saudáveis, o combate ao sedentarismo não precisa de ser feito com desporto muito intenso, mas com atividade física moderada – mas regular – aliada aos outros fatores de prevenção. Caminhar 30 a 40 minutos por dia em passo rápido, por exemplo, é uma atividade eficaz neste combate, desde que feita sem falhas.

Quem já tem doença deve seguir sempre as indicações do seu cardiologista ou médico de medicina desportiva em relação à periodicidade com que deve/ pode fazer exercício físico, a duração de cada treino e o tipo de atividade física que deve preferir.

No entanto, algumas das atividades físicas mais benéficas para os doentes cardiovasculares são o exercício aeróbio e o treino de força. As atividades aeróbias melhoram a circulação, a respiração e ajudam a reduzir os valores de tensão arterial e de colesterol. Exemplos são caminhadas a passo rápido, corrida, saltar à corda, andar de bicicleta, fazer ginástica aeróbica ou natação. Já o treino de força fortalece os músculos e os ossos e é muito útil na gestão do peso. Pode, por exemplo, usar máquinas de musculação ou levantar pesos, adequados à sua condição física.

Como prevenir as DCV em adultos?

  • Meça regularmente a sua tensão arterial;
  • Faça uma dieta equilibrada, com muitos vegetais (metade do seu prato) e fruta;
  • Se o seu médico lhe receitar medicação para baixar a pressão arterial, tome de acordo com as indicações;
  • Mantenha um peso saudável, de acordo com a sua altura;
  • Faça atividade física, pelo menos 30 minutos por dia;
  • Não fume e evite o álcool;
  • Corte no sal e evite produtos alimentares com muito sal, tais com batatas fritas, produtos de charcutaria e alimentos preparados ou processados;
  • Procure os produtos sem adição de sal e açúcar;
  • Se costuma comer fora com frequência, escolha bem. Prefira ingredientes frescos e preparados com pouca gordura ou molhos. Evite gordura saturada e trans, preferindo a gordura saudável dos peixes gordos, azeite, abacate ou frutos secos;
  • Quando ler os rótulos tome nota dos seguintes ingredientes que são outros termos utilizados para sal: “cloreto de sódio”, “sódio”, MSG (Monoglutarato de sódio) ou “Na” (símbolo químico do sódio). Lembre-se que molhos como o de soja contêm muito sal;
  • Mantenha um peso saudável para a sua altura. Controle o peso tendo, em média, um Índice de Massa Corporal < 140/90 mm Hg *;
  • Tenha o colesterol < 190 mg/dL e colesterol LDL < 115 mg/dL*;
  • Mantenha uma glicemia (‘açúcar no sangue’) normal (glicemia em jejum < 100mg/dL)*;
  • Evite o stress excessivo.

* valores recomendados para adultos sem fatores de risco; para quem tem 1 ou mais, os valores recomendados são mais baixos.

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