Se vai de férias para longe, conheça a consulta do viajante presencial e online

As férias de verão são épocas de viagem por excelência para a grande maioria dos turistas portugueses, a quem entre junho e setembro convém tirar a maior parte dos dias de férias do ano, seja por razões familiares ou laborais.

Se vai fazer uma viagem intercontinental, a sós ou com família ou amigos, pode pensar em fazer a consulta do viajante e partir mais descansado.

Estas consultas são importantes sobretudo em casos específicos, nomeadamente quando se viaja para ambientes muito diferentes dos habituais, e sobretudo em África, no Sudeste Asiático e nas ilhas do Pacífico.

Pode fazer a consulta do viajante regular, pelo serviço nacional de saúde, ou a consulta do viajante em telemedicina, um conceito inovador, à distância, por videoconferência, mas que lhe dá acesso exatamente aos mesmos conselhos de prevenção e medicação.

A consulta presencial obedece às taxas moderadoras habituais do Serviço Nacional de Saúde; se optar pela teleconferência terá um custo associado relativamente baixo, mas não há acordos com seguros ou subsistemas de saúde (o preço é de 25 euros por consulta individual, 45 euros por consulta dupla ou de casal e 65 euros por consulta de família ou grupo de até 4 membros).

Neste tipo de consultas, por regra, o médico faz a avaliação personalizada dos riscos de saúde relacionados com a viagem, prestando orientação quanto a cuidados a ter com os alimentos, água potável e com os insetos, bem como prevenção através de vacinas ou outros medicamentos.

No caso de precisar ou preferir consulta presencial no Serviço Nacional de Saúde deve marcá-la, idealmente, 1 a 2 meses antes da viagem.

A consulta presencial

Há consultas e centros de vacinação internacional espalhados por todo o país, em cada uma das Administrações Regionais de Saúde nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

https://www.sns24.gov.pt/guia/consulta-do-viajante/

 

A consulta online

A consulta do viajante em telemedicina funciona exclusivamente em tempo real, com visualização simultânea em vídeo de médico e viajante, tal como se de uma consulta presencial se tratasse.

Após a consulta ser-lhe-á imediatamente enviada a receita médica eletrónica por e-mail, em formato PDF, para que imprima e avie na farmácia.

O médico emitirá a prescrição com a qual o viajante poderá adquirir e realizar a administração de vacinas na própria farmácia, no caso das farmácias aderentes, e das vacinas de venda em farmácia comunitária.

Poderá também deslocar-se a um centro de vacinação para que lhe sejam administradas as vacinas recomendadas. O médico ajudará a identificar o centro mais próximo. Uma vez que já terá as receitas e apenas necessita de vacinação, o restante processo será mais rápido.

Caso precise de um Certificado Internacional de Vacinação, após a consulta ser-lhe-á imediatamente enviada a receita médica por e-mail, com indicação de qual o centro de vacinação internacional adequado mais próximo. O centro emitirá o Certificado Internacional de Vacinação para as vacinas requeridas em controlos fronteiriços (por exemplo, vacina contra a febre amarela, vacina contra a poliomielite, vacina contra a meningite meningocócica), e registará as demais vacinas no seu Boletim Individual de Saúde.

Deverá também marcar consulta 4 a 8 semanas antes da data de partida, até um máximo de 72 horas de antecedência face à viagem e tem um horário possível entre as 7h00 e as 23h00.

As marcações de consulta realizam-se 24 horas por dia através da seguinte hiperligação. As consultas realizam-se das 07h00 às 23h00, de acordo com a disponibilidade constante da plataforma de marcação.

https://www.consultadoviajante.com/marcar.html

Podem aceder à consulta pessoas de nacionalidade portuguesa ou residentes no país com mais de 1 ano de idade. Devem ter fluência em língua portuguesa ou língua Inglesa e estar em situação pré-viagem. As crianças e menores de 18 anos devem fazer-se acompanhar do responsável legal. Não podem aceder a esta modalidade crianças menores de 1 ano, pessoas que já estejam em viagem ou que não tenham fluência numa das 2 línguas indicadas. ​

Não se esqueça da documentação que deve ter consigo:

  • itinerário da viagem: destino(s), data de partida e duração prevista da estadia;
  • antecedentes de saúde: boletim de vacinas, lista de medicação habitual e peso;
  • documentos de identificação: número de utente do SNS

Se não dispuser do seu boletim de vacinas, pode solicitar uma impressão do seu registo vacinal no seu centro de saúde ou através da área do cidadão, no portal do Serviço Nacional de Saúde, por esta via.

Habitualmente, são recomendadas as vacinas contra:

São ainda recomendadas, dependendo do destino, as seguintes vacinas:

Uma das questões mais comuns em deslocações intercontinentais é a questão da ‘diarreia do viajante’ para a qual nem todas as pessoas estão totalmente alerta e que pode estragar muitos dias de viagem. Não se esqueça então que não deve comer e beber sem as devidas precauções. É aconselhável:

  • beber somente água engarrafada
  • comer alimentos lavados
  • lavar frequentemente as mãos
  • comer em restaurantes e não comprar comida ou bebidas vendidas na rua
  • evitar saladas contendo legumes e frutas crus, bem como molho mantido sobre a mesa em potes abertos
  • descascar a própria fruta
  • ingerir somente bebidas gaseificadas engarrafadas ou bebidas preparadas com água fervida
  • os cubos de gelo devem ser feitos com água previamente fervida

Não esqueça também de pensar em reunir a sua farmácia de viagem de acordo com o destino que escolheu e as pessoas com quem viaja.

Agora…boas férias, sem mais preocupações! Quando temos toda a informação podemos partir tranquilos e aproveitar tudo melhor.

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